"Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome, cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo Cores! Passeio pelo escuro eu presto muita atenção no que meu irmão ouve. E como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora. Ai, eu quero chegar antes pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus... Eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone. E vendo doer a fome nos meninos que têm fome"...Adriana Calcanhoto
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
CAIXINHA DE SURPRESA...

São muitos porquês e poucas respostas,
Sentimentos sem a exata definição,
Expectativas ainda sem garantias.
Mesmo porque o que é exato, parece estático
E este encontro têm movimentado:
os pré-conceitos, as pré-certezas, as quase-convicções.
Um menino vem de um "presente surpresa"
E dá corda à menina da caixinha de música.
Vem adoçar a pimenta,
Converter a combustão de idéias em brisa leve.
Vem escutar minhas canções,
Conhecer minhas razões.
E entre a razão e a emoção,
Agora é você quem caminha aqui ao lado.
Porque entre tantos frascos expostos por aí,
os nossos perfumes despertaram um ao outro!
os nossos perfumes despertaram um ao outro!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Menino do espelho

Menino do espelho
que reflete o meu melhor,
que embaça comigo
quando as lágrimas rolam,
que rola de rir e respinga seu riso
nos rostos que o fitam,
que finca luz e brilho
nas pupilas que o encontram.
Menino do espelho
esteja sempre ali dentro,
me veja, me lance seus braços
no abraço mais humano e sincero
que já encontrei.
Menino do espelho
nunca se quebre,
nem me machuque com cacos de vidro,
que nem em sete anos,
nem em sete vidas
eu estaria curada
da dor da sua ausência.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Eu queria ser especialista...

Projetei um futuro onde estaria sozinha. Um escritório à meia luz, na companhia de uma xícara de café ou escrevendo na redação de um jornal.
Mas a riqueza da troca que as relações humanas proporciona me impediram de casar com a solidão.
Sonhei em saber tudo sobre o sol. O astro maior de um sistema macro. Que aquece, que derrete e faz tudo girar ao seu entorno.
Mas me apaixonei perdidamente pela lua em uma noite em que deslumbrava sua silhueta no céu escuro.
Quis encontrar meu lugar no mundo estudando a História. Saber porque tudo era como é e porque as coisas não eram como, de fato, não são.
Mas encontrei uma série de verdades escritas por aqueles que venceram, apenas. Por aqueles que guerreram carregando cruzes no peito, pelos que gladearam e deceparam vidas em guilhotinas medievais. E assim eu teria sido uma Joana D'Arc sem nem mesmo estar aqui enredando uma história de cinzas e fogueira.
Eu queria ser especialista, publicar artigos em revistas, ser destaque em colunas de jornal, sobressair na sapiência sobre o que não é tão habitual saber.
Mas consolando minha aparente frustração sobre a desespecialização da qual sou especialmente dotada, ouvi dizer que todo o especialista é limitado. Tem respostas absolutas sobre o menor fragmento micro-histórico do que foi tão recortado que tão somente ele vê e sabe.
Hoje eu desejo tudo!
Dedilhar violões, dançar como uma dama de um século remoto uma mistura de polca com valsa, num vestido esvoaçando flores ao vento, ou num tom musical de violino e batidas fortes marcando um quase rock in roll. Ser bem do jeito que sou.
Procuro conhecer constelações e diferenciações poéticas.
Queria me livrar das amarras padronizadas, de uma ditadura do que deve ser belo. E, ao mesmo tempo, reconhecer no reflexo do espelho o que é genuinamente belo e natural em mim e em tudo o que está a minha volta.
Ao final, sou especial quando um pouco de tudo me toca e me encanta.
Quando nada me convence em saber tudo daquilo.
Quando nada me convence em saber tudo daquilo.
Quando não sei praticamente nada de tudo o que sei.
Esta tem sido a minha especialidade!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
FIM DE SEMANA

Quando é feriado na segunda-feira, a sexta parece não ter fim.
A sexta é o meu dia mágico. Ela encerra o cansaço e enterra o ciclo ininterrupto de compromissos, responsabilidades, e por quê não dizer: de uma castidade mental.
A noite de sexta-feira libera naturalmente adrenalina. Encharca de uma ansiedade boa, da liberdade que a ausência do relógio proporciona.
A sexta anuncia um sábado recheado de vaidades, consumido em bombas de chimarrão, papos de salão, guloseimas no fogão... e ao subir no salto alto não sobra tempo pra poesia. Lá vou eu libertar minha bohemia...
É sempre assim, fim de semana tem gosto de algodão doce, cheiro de amaciante nos lençóis limpos, revive o álbum de família no abraço de vó, numa discussão com pai, numa malcriação com mãe. E de qualquer jeito, tudo transcorre bem. Dorme-se cedo da noite ou chega-se cedo da manhã.
O almoço de domingo cura qualquer ressaca e se estica até quase alcançar a sagrada fé dominical, o futebol nosso que estais no céu até dezembro, Amém!
Bastaria encerrar por aqui e sorrir pela tranquilidade e prazer sublimes do meu fim de semana. Mas os terroristas estão apostos, maquiados e sorrindo por assassinar sem nenhuma piedade a nossa breve alegria. Ditadores, tiranos, tirando nossa liberdade anunciada com a velha marcha fúnebre aos meus ouvidos: A vinheta do Fantástico!!! Meu pesadelo, minha crise existencial de fim de folga, de fim de mim, de fim de fim! Uma depressão que só vai embora na manhã de segunda-feira, quando reconheço e aceito que tudo irá desembocar, mais cedo ou mais tarde, em mais um fim de semana.
Mas isso só ocorre quando não é feriado na segunda-feira.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Esperando o MEU tempo chegar...

Em breve mais uma semana de férias...
de liberdade aos meus pensamentos,
respeito ao meu relógio biológico,
meus filmes sem hora, almoço ao fim da tarde,
café na madrugada,
eu e minhas escrituras pretendendo nos reconciliar...
Pensamentos enfumaçados (da promessa que eu não cumpri),
me perder e me achar e me entender,
me perder e me achar e me entender,
e me atender! Me abrir a porta, me escutar!
E como palavras de inspiração para os dias que despontam,
trago fragmentos de uma crônica que me agrada e perturba:
"No amor, em algum momento você terá que ser ingênuo e acreditar.
Terá que largar uma vida, refazer sua vida. Terá que abandonar a filosofia pessimista, a inteligência solteira do botequim e se declarar apaixonado. Terá que ser incoerente, contradizer fundamentos inegociáveis. Terá que rasgar a certidão negativa, a proteção bancária, os manifestos de aversão ao casamento e filhos". Fabricio Carpinejar
Voltando para minha ostra encantada...
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Encontro de artistas e intelectuais em apoio à Dilma (PT)

(Fonte: Folha de São Paulo 19/10/2010)
"Vim reiterar meu apoio a essa mulher de fibra, que já passou por tudo, e não tem medo de nada. Vai herdar um governo que não corteja os poderosos de sempre. O Brasil é um país que é ouvido em toda parte porque fala de igual pra igual com todos. Não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai". Chico Buarque
Acrescentar o quê? Vote 13 e fique feliz da vida!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
PAIXÃO

Quando um beijo desce, queima, acende e transcende os limites do lábio, da língua, da lucidez...
Quando a imaginação não encontra barreiras, quando tudo parece fácil: flutuar, deslizar, te encontrar...
Só uma voz consegue amansar a angústia da saudade, a ansiedade do "preciso você agora"!
Tudo pode esperar mais um minutinho: o próximo ônibus, o próximo trem, e o próximo beijo, quando será, hein???
Palavras e toques com intimidade, um "vermelho" que deixa saudade, um perfume que cola no pensamento.
Um corpo, um copo, um brinde, um piléque, um "perder o juízo", um "sei quê" de paraíso.
Uma aventura, ao vivo, a cores. O equilíbrio perfeito das formas humanas, mais ainda na cama, e a dama? Sou eu.
O cigarro guardado, aguardando o que será da lua, a tua carne, crua, sentida em noites de loucura, cobertas e descobertas.
Uma febre, um arrepio, um calafrio...
O sublime prazer de um espumante sentido ardentemente, com o impacto do mais concentrado beijo destilado que meu beijo já beijou!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Dor de Verdade

Desejo de uma forte dor latente
A dor da força e da coragem de mudar
Daquelas que nos faz
cortar o cordão umbilical sem sentir dor
voar sem ter azas
e realizar sonhos encrustados
Desejo de uma dor extrema
daquela que move o mundo
que sai de dentro e transforma
que não vem acompanhada de nada
além da dor da vontade
E quando essa dor chegar
será o dia da sua verdade
terás que decidir quem ser
terás de ver o teu ser
porque essa dor não tem nome
mas pode te transformar
no EU de verdade.
(Ronaldo Canabarro)
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
TIRIRICA

(PIOR DO QUE TÁ FICA, SIM! PODE APOSTAR!)
Mas a culpa não é só tua!
Vou parabenizar aos 1,3 milhões de eleitores que votaram no Tiririca.
Agora vocês já podem perguntar a ele para que serve um deputado e o que ele sabe sobre o tema educação, por exemplo.
Só gostaria que os senhores não reclamassem, por favor, quando todos os deputados que se beneficiaram do número de votos dele começarem a criar novos impostos, aumentar os impostos que já pagamos, quando o salário mínimo não subir porque eles terão que aumentar os seus próprios salários, quando não pudermos nos aposentar, etc, etc, etc...
Ao final das contas, que mal tem votar num PALHAÇO?!?
PARABÉNS!
A verdade é que o título de muitos eleitores é que deveria ser suspenso em vez das candidaturas dos fichas sujas!
(E não venham me dizer que isso é voto de protesto, porque isso não tem nenhum fundo de politização, apenas reflete o descomprometimento do cidadão pelo seu direito tão brigado, lutado, suado por eleições diretas, por democracia, por liberdade!)
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