Palavra Embriagada

"Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome, cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo Cores! Passeio pelo escuro eu presto muita atenção no que meu irmão ouve. E como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora. Ai, eu quero chegar antes pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus... Eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone. E vendo doer a fome nos meninos que têm fome"...Adriana Calcanhoto

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Eu, nos States? Só se for com ela...

Postado por Roberta Santos às 09:05 Um comentário:
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ADVERTÊNCIA

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Eu confio a este blog a minha esquisitice emocional existencialista. Não procurem metidice intelectual. Apenas sirvam-se da minha embriaguez, se o fígado aguentar, é claro.

Servido?

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AVISO!

Este blog não incorpora com rigidez as normas do padrão culto da Língua Portuguesa. Um tanto por rebeldia, outro tanto por imperícia da autora. Pra quê tarefa mais difícil que pontuar corretamente versos de um poema??? Se alguém souber onde adquiro a tal "licença poética", eu agradeço!

Meu esconderijo

Meu esconderijo
uma ostra encantada...
..."DEIXA, DEIXA, DEIXA EU DIZER O QUE PENSO DESSA VIDA, PRECISO DEMAIS DESABAFAR"...

Aqui dentro...

Aqui dentro...
Uma miscigenação de pensamentos em desordem... Sou eu!

Quem sou eu

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Roberta Santos
Sou uma branca de olhos, cabelos e coração negros, e ao final de tudo, sou aquilo que sinto...
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"Escrevo bastante sobre mim, porque sou o assunto que melhor conheço. E provavelmente, porque seja o assunto que eu menos entenda". Roberta.

Meu esboço...

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"porque vivemos em constante fase de acabamento". Roo

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QUEM SOU EU
Sou uma branca, de olhos, cabelos e coração negros. Na infância, brinquei de aventuras no banhado. Já fui “CDF” e conheci uma casa portuguesa “com certeza”. Sonhei em ser a Fernanda Venturini no vôlei e o Taffarel no futebol, mas desisti quando quebrei uma unha defendendo um pênalti. Aos 14 anos a treinadora falou: “- O vôlei ou o cigarro!”, não tive dúvidas, a não ser entre o Marlboro e o FREE. Chorei ao ver o Lula da Silva subir a rampa do Palácio do Planalto, na morte do Ayrton Senna e no fim do Xou da Xuxa e até hoje choro a cada “TPM”. O fato histórico mais impressionante da minha vida foi o “11 de Setembro” com todas as suas vítimas e somadas a elas estão também as do Afeganistão e as do Iraque que morrem a cada dia. Já quis me filiar ao PT, ao PC do B, ao PSTU e ao PSOL e agora sei que não sou partidária e que os fins não justificam os meios. Fiz faculdade de História, fiz amigos, fiz festa e fiz “terapia”. Já xinguei, já fui xingada, já arrumei a mochila pra fugir de casa e desarrumei ligeiro antes que alguém percebesse. Já falei o que quis e ouvi o que não quis. Já bebi tanto que vomitei depois da festa e também durante a festa e até no dia seguinte. Tenho uma pequena biblioteca e sempre que eu olho pra ela penso em como é bom ter aqueles livros pra ler o dia que for preciso...Já completei um álbum de figurinhas da Copa de 94, já acordei de madrugada pra ver o Mike Tyson comer a orelha do Evander Holyfield. Já corri pra não apanhar e já apanhei porque afrontei meu pai (eu não mereci), mas apanhei igual e disse que não doeu e por isso eu não chorei. Já comi pão com Nescau encima da margarina. Já fiz curso de manequim e modelo (melhor nem tentar entender isso...) Agora faço um curso de LIBRAS porque o silêncio das políticas públicas para a educação de surdos “ecoa” no tímpano da minha insatisfação com uma educação inclusiva que, inclusive, não inclui. Usei uma fantasia de carnaval na minha formatura da pré-escola e até hoje minha mãe não explicou porque isso aconteceu. Já me despedi de pessoas importantes e isso dói, já sofri por amor e isso dói, já bati uma unha encravada e isso dói, mas hoje tenho uma “farmacinha” que eu amo e me tornei suavemente hipocondríaca porque existe, sim, remédio pra tudo (na dúvida uso sempre antiinflamatórios), o segredo é não ler a bula, jamais! Já tomei fora, já “pulei fora”, já traí, já perdoei, já me enganei. Minha roupa preferida é uma camisa florida de uma avó que morreu em 1982. Nasci em 1984, por um ano perdi de ver o Grêmio ganhar o Mundial. No meu primeiro acampamento minha carona não foi me buscar, nunca mais acampei, não gosto de insetos mesmo... Aos 12 anos ganhei uma galinha de rinha de aniversário do meu vizinho e batizamos ela de Titica e bem depois ganhei um pato deficiente físico do velho que alugava o pé de jabuticaba pela temporada. Meu grande luto foi a morte da “Preta” que diziam ser meio poodle, mas eu tinha minhas dúvidas e depois o assassinato da Titica que eu desvendei porque, infelizmente, o crime não foi perfeito (minha mãe devia ter sido indiciada por me fazer comer a vítima sem saber). Gosto de sol, gosto de praia, gosto de ver a galera gritando “- Cala a boca Galvão!”, gosto de camarão, de feijão, de ovo frito, de flor do campo, de escutar música alto, de tomar chimarrão, de família reunida e do meu ‘cheirinho de criança’ que eu uso mesmo já sendo adulta. Escrevo certo por linhas tortas, me animo com idéias diferentes, gentes diferentes, cores diferentes. Acho que o “certo” não existe, só o que é bom pra cada um, mas não tenho certeza. Não creio, não rezo, só tenho medo é de fantasmas!








"Não vou me sujar fumando apenas um cigarro. Nem vou lhe beijar, gastanto assim o meu batom."

Desculpinha!

Eu roubo algumas imagens do google quando não tenho fotografias próprias para ilustrar meus poemas. Assumo a culpa de antemão e pretendo aprender a adicionar o autor da imagem à sua obra.

flor de cactus

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