
Quantas milhas distantes por nuvens dançantes irei percorrer
Pelos beijos de barbas cortantes, que riscos na pele farão ao beijar?
Que gritos, sussurros, gemidos, murmúrios o corpo dirá
Quando a língua molhada, na pele rosada, subir e descer?
Não há sol a sós, só desejos que a lua acorda em par.
E ao par se dá, se joga, se droga e revoga o que o tempo privou
Sem prever que um sonho, se junto sonhado,
Produz o pecado e transforma em verdade.
Os caminhos curvados, mão nuas, as tuas,
Sem grades e idades com força, cerradas, vão ir e voltar
Em braços e abraços, e pernas e enlaços, e pele suada,
Em meu corpo, teu corpo, um copo, um só corpo
Aportado em mim estará.
No balanço ofegante e sincrônico, oposto e atômico
Perde o controle e detona um gosto, de prazer e vida
Em contorções sentidas que em poucos instantes são adormecidas!
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